A tecnologia assume papel decisivo no crescimento do agronegócio brasileiro

O Brasil é inegavelmente uma das grandes referências do agronegócio mundial. Somente a produção de soja, uma das nossas principais commodities, tem previsão de alcançar o marco de 112,4 milhões de toneladas em 2018.

O grande desafio, entretanto, é expandir ainda mais as fronteiras e os resultados da produção nacional. Segundo estudo da EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e da NASA (Agência Espacial Norte-Americana), a produção do Brasil utiliza hoje um total de aproximadamente 64 milhões de hectares, o que representa apenas 7,6% do território destinado para as lavouras. Essa informação demonstra, principalmente, o subaproveitamento da capacidade de produção nacional, que contrasta com a necessidade, cada vez maior, de suprir demandas alimentares mundiais em tempos de variações climáticas e concorrência cada vez maior com o mercado externo.

Esse potencial de crescimento estimulou o Governo e os órgãos do setor a estabelecerem uma meta, até o ano de 2022, de conquistar um percentual de 10% do mercado mundial do agronegócio, que hoje é estimado em 1 trilhão e 460 bilhões de dólares (o que estabelece um aumento de 146 bilhões de dólares em relação aos resultados atuais).

Para atender esses objetivos, cada vez mais fica evidente o poder e a importância da busca incessante pela inovação tecnológica e por soluções que ampliem os resultados de safra, facilitem a gestão estratégica das propriedades e o controle de qualidade, entre outros. Liderados pelos mercados de soja, milho, feijão, algodão e cana de açúcar, a inovação tem sido uma das principais alavancas do agronegócio do Brasil, com o ambiente do campo muito mais tecnológico e conectado, com uma cobertura de internet cada vez maior atingindo boa parte do território nacional.

Nesse âmbito, é importante ressaltar que o assunto discutido atualmente não é mais referente às soluções digitais e à tecnologia, que já fazem parte da rotina das propriedades rurais há algum tempo. Atualmente, o grande “xis” da questão é a conectividade, ou como muitos preferem chamar, a Revolução 4.0. O termo se refere principalmente aos sistemas integrados, que se comunicam entre si e cruzam informações para fornecer ao produtor sempre uma visão mais completa dos resultados e indicadores para planejamentos futuros.

Um dos maiores exemplos dessa tendência é a AgTech Valley, uma inspiração no Vale do Silício americano porém voltada ao Agronegócio, que está localizada em Piracicaba, interior de São Paulo, onde também está sediada a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP. Na sua estrutura, estão incluídas 60 startups e outras 80 empresas de inovação tecnológica exclusivamente dedicadas a estudos e tendências do setor.

A expectativa é que, nos próximos 5 anos, muitas novidades de tecnologia ainda possam surgir com o objetivo de potencializar o agronegócio nacional, com índices cada vez maiores de aperfeiçoamento e soluções que priorizem a confiança e a importância dos pequenos e médios produtores, fundamentais para a consolidação do Brasil como uma potência mundial no agronegócio.

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