Números apontam recorde do Brasil na exportação de soja em 2017

Informações parciais divulgadas pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior) e pelo Ministério da Agricultura no mês de agosto apontam o processo de retomada da economia e do aumento da exportação de soja brasileira com um dado significativo: já foram exportados, até o mês de agosto, 53,37 milhões de toneladas da oleaginosa, um número superior a todas as exportações do ano passado, que totalizaram 51,58 milhões de toneladas.

A soja é considerada o principal produto de exportação do Brasil (o país é seu maior exportador global) e o impressionante resultado supera as expectativas do mercado, cujas estimativas de aumento de produção haviam sido divulgadas pelo IBGE no início do ano.

A consolidação de uma safra brasileira de soja recorde em 2016/2017, em que foram produzidas cerca de 114 milhões de toneladas (um aumento de 16,5% em relação à safra anterior) prevê que, em breve, o Brasil irá superar o recorde histórico de exportações (que foi atingido em 2015 com 54,3 milhões de toneladas). Segundo a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), órgão que representa o mercado e as indústrias de soja no país, são estimados 64 milhões de toneladas exportados até o final de 2017 (apontando uma estimativa de exportação de mais de 50% da produção total do país).

Com esses números, é possível identificar que existe ainda, para exportação, um volume de quase 10 milhões de toneladas de soja.

Nos terminais de exportação de soja, esse “estoque” irá concorrer diretamente com o milho, outro grande destaque da exportação nacional (de acordo com informações do Departamento de Agricultura dos EUA, o Brasil é o segundo exportador global de milho, atrás apenas dos próprios EUA). O resultado de exportação do milho também é positivo em 2017: o total acumulado até o mês de agosto é de 7,3 milhões de toneladas e a estimativa, segundo a ANEC (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais) é de um total de 30 milhões de toneladas exportadas em 2017, o que representará um aumento de quase 30% em relação às exportações de 2016.

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