Previsões 2018 apontam crescimento do PIB do agronegócio e safra menor que 2017

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queirós – Campus da Universidade de São Paulo em Piracicaba – SP) divulgou nos últimos dias estudos atualizados que apontam um crescimento de 3,4% do PIB do agronegócio para o ano de 2018, resultado impulsionado principalmente pela retomada da atividade da agroindústria.

O crescimento, se comprovadas as estimativas, será menor que em 2017, quando atingiu a marca de 7,6% (principalmente devido à safra recorde de produtos como milho e soja). Vale lembrar que o PIB do agronegócio possui uma participação de um pouco mais de 20% de toda a atividade econômica brasileira.

O resultado das previsões de 2018, apesar da queda em relação ao ano anterior, ainda pode ser considerado otimista, se considerarmos as previsões de crescimento da economia do país como um todo (a última pesquisa do Banco Central indica um crescimento de 1,5%, afetado em grande parte pela greve dos caminhoneiros ocorrida no último mês de maio).

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), por sua vez, divulgou também recentemente sua 6ª estimativa de 2018 para a produção nacional de oleaginosas, leguminosas e cereais, norteando as expectativas para a produção e para o resultado da Safra deste ano. A produção, estimada em 227,9 milhões de toneladas, representa uma redução de 5,3% em relação a 2017, quando o resultado foi de 240,6 milhões de toneladas.

Ainda no estudo do IBGE, dados apontam que o arroz, o milho e a soja representam atualmente 92,8% da estimativa da produção nacional e abrangem 87% da área a ser colhida. No comparativo com o ano passado, os números de produção tiveram um acréscimo de 1,2% para a soja e quedas de 7,2% para o arroz e 15,9% para o milho. Entre as regiões, a distribuição divulgada no estudo manteve Centro Oeste e Sul como maiores áreas de produção, distribuídos da seguinte forma: Centro-Oeste (101,1 milhões de toneladas), Sul (74,8 milhões de toneladas), Sudeste (22,8 milhões de toneladas), Nordeste (20,6 milhões de toneladas) e Norte (8,5 milhões de toneladas).

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