A presença das mulheres é cada vez maior no agronegócio brasileiro

Uma das grandes e importantes conquistas a ser comemorada no agronegócio brasileiro é sem sombra de dúvidas a ocupação cada vez maior dos espaços pelas mulheres, seja na produção tecnológica, na gestão administrativa, na prestação de serviços ou nos cargos de liderança.

A presença feminina no campo não é novidade, mas a evolução com que isso ocorre, impulsionada pela busca constante das mulheres por capacitação e profissionalização através de treinamentos, cursos e eventos do agronegócio, tem feito o mercado se render ao talento e romper antigas barreiras para todas as demandas do segmento.

Atividades diversas no setor estão incentivando as mulheres a empreender e liderar no campo. Prova disso são os resultados da pesquisa “Todas as Mulheres do Agronegócio”, realizada pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e divulgada em 2017, onde mais de 70% (setenta por cento) das mulheres que atuam no setor comandam e administram os negócios em que atuam: 59,2% é proprietária ou sócia de negócios e 10,4% são gestoras, diretoras, gerentes, coordenadoras ou atuam em funções administrativas. Além disso, 30,5% são funcionárias ou colaboradoras.

Atualmente, já é comum fazendas contarem com profissionais em seus quadros de funcionários que vão de veterinárias, agrônomas e zootecnistas até operadoras de máquinas.

Ainda de acordo com o estudo, as mulheres que atuam no agronegócio desejam mais tempo para uma formação profissional em gestão empresarial e negociação. Parte das mulheres (56,8%) estão interessadas na área de gestão de pessoas, enquanto 54,5% demonstram interesse em gestão empresarial.

Já a área de finanças desperta o interesse de 33% das entrevistadas e 27,3% se interessam pelo tema “negociação”. Do total de mulheres pesquisadas, 61,1% afirmou não enfrentar problemas de preconceito com sua liderança, porém 9,4% declararam que não foram levadas a sério, 8% afirmaram que houve desconfiança de outras pessoas, 11% perceberam dúvidas em relação ao conhecimento profissional e 8,8% declararam que notaram desconfiança com a sua capacidade de negociação.

Apesar de, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de mulheres com ensino superior no Brasil ser maior que de homens (23,5% x 20,7%), ainda há um longo caminho a ser percorrido.

Mas o mercado já sinaliza que as barreiras (físicas e intelectuais) estão se rompendo rapidamente e que, com trabalho, capacitação e muito profissionalismo, as mulheres estão cada vez mais ocupando seu lugar de destaque e contribuindo para os grandes resultados recentes do agronegócio nacional.

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