O que esperar da economia e do futuro do agronegócio em 2018?

Depois de um ano de supersafra e muito trabalho para o produtor, todos querem saber o que esperar do agronegócio e do seu papel na economia do país para 2018. O ano de 2017 foi importante não só para o fortalecimento e a consolidação do agronegócio como um todo como também para a valorização de seu papel movendo a economia do país.
Agora, o poderoso Rabobank (o maior banco cooperativo do setor de alimentos e do agronegócio do mundo fruto da união de 2 cooperativas de crédito holandesas) lançou um estudo com a audaciosa tarefa de apresentar o futuro do mercado agrícola para 2018 através de previsões para as principais culturas do país, entre elas soja, cana de açúcar, café, milho e algodão.

Soja
O Brasil muito provavelmente conquistará uma marca histórica de 107 milhões de toneladas de soja na safra atual. Destaque importante do estudo para as informações relacionadas ao clima, que nesse ano merece atenção devido à possível ocorrência do fenômeno meteorológico La Niña, que mantém o índice de chuvas mal distribuído no território nacional, principalmente durante o verão.

Milho
A produção nacional de milho para a safra 2017/18 está prevista em 88 milhões de toneladas, um índice 10% menor do que o resultado da safra brasileira 2016/17. Apesar da redução, os estoques em queda devem manter o preço do milho estável para o mercado internacional e garantir bons resultados em 2018, que também dependem diretamente do resultado da safrinha para manter ou não o preço competitivo.

Algodão
A perspectiva do estudo para a safra 2017/2018 é positiva: prevê-se um cenário de aumento de produtividade de grandes países produtores e, através disso, também um crescimento dos estoques globais de algodão. Vale lembrar que o Algodão vem de um cenário negativo de 2 anos de retração no Brasil. O estudo do Rabobank aponta um aumento de 10% na produção nacional atingindo um número próximo a 1,7 milhão de toneladas de pluma.

Cana, açúcar e etanol
Em 2018, o estudo aponta uma safra chamada de mais “alcooleira” devido às medidas que o Governo adotou no ano passado para a economia. Ainda segundo o estudo, o clima será um dos grandes responsáveis pelo sucesso ou pelo insucesso da qualidade da safra 2018/2019, principalmente devido às incertezas das condições de seca apresentadas no ano passado e que merecem atenção dos produtores.

Café
O potencial produtivo do café para o Brasil é muito positivo segundo o estudo. Os produtores estão com expectativa elevada para uma produção alta, com estimativas que chegam a 59 milhões de sacas. Em relação ao consumo global, o Rabobank prevê um crescimento de 2,4%, em comparação a 2016/17.

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