Evento internacional em Curitiba discute tecnologia no agronegócio

Nos dias 23 e 24 de agosto o Museu Oscar Niemeyer (MON),também conhecido como Museu do Olho, na cidade de Curitiba, sediou o 6º Fórum de Agricultura da América do Sul, que nessa edição foi pautado pelo tema “O Campo Conectado e Digital: o Grande Desafio do Século XXI”.

No evento, a programação colocou em debate assuntos relacionados às principais cadeias produtivas e todas as variáveis que impactam diretamente na atividade agrícola e pecuária, abordando sobre grãos, carnes, mercado, tecnologia, inovação, logística e a chamada agricultura 4.0.

As discussões envolvendo representantes de mais de 15 países sobre o cenário global, levando em consideração o potencial e as perspectivas da América do Sul, ocorreram na capital paranaense pelo fato da cidade ser um modelo de soluções de urbanismo para o Brasil, além de representar um dos estados considerados como o maior celeiro agrícola e pecuário do país.

Um dos destaques ficou por conta do diretor de Novas Tecnologias do governo de Israel, Oded Distel, que foi um dos convidados internacionais do evento e teve a oportunidade de apresentar exemplos de inovação que deram certo em seu país, o qual vem se destacando na criação e investimentos em startups voltadas para todas as áreas, desde saúde e educação até a agricultura.

Segundo ele, as questões relacionadas à água e agricultura foram percebidas ainda muito cedo e se tornaram prioridade absoluta no país, que convive com grandes áreas de deserto. “A cada ano temos falta de 45% entre o que tiramos da natureza e o que usamos”, completou. A solução tecnológica para o problema foi a reutilização de 90% de toda água de consumo doméstico para a agricultura e um trabalho de dessalinização que começou há 12 anos e implica em cerca de 70% do uso da água consumida no país.

As discussões também foram bastante pautadas pelo avanço tecnológico, que impacta todos os setores das economias da América do Sul. O convívio cada vez maior e mais direto com ferramentas que possibilitam mais eficiência nos resultados das lavouras e da pecuária também traz grandes desafios, como problemas de conectividade na maior parte do campo, capacitação dos profissionais que utilizam as novas ferramentas como drones e sensores, mais simplicidade para que o produtor receba, em tempo real, os dados e avisos importantes para a tomada de decisões no campo, a multidisciplinaridade da mão de obra que está entrando no mercado de trabalho e precisa estar aberta a informações dos mais diversos tipos, entre outros.

Os debates levaram à constatação de que é preciso aumentar a eficiência, tornando o campo do futuro cada vez mais conectado, num ambiente em que gestão e tecnologia não são opções, e sim condições para o sucesso da atividade.

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