Agronegócio no oriente está mais perto do Brasil do que se imagina

A China é o país mais populoso do mundo, com um incrível número estimado de 1,4 bilhões de habitantes. Junte a isso uma gigantesca área de 9,6 milhões de quilômetros quadrados. Essa combinação faz parte de algumas das características de uma das maiores potências do mundo. E isso influencia, acredite ou não, diretamente na economia brasileira.

Em menos de 30 anos, a China abandonou o papel de “mais um” no cenário do comércio exterior do Brasil e consolidou-se como o principal parceiro comercial brasileiro, responsável por 20% das exportações nacionais. Apesar de boa parte dessa movimentação ainda se concentrar nas chamadas commodities agrícolas e nos minerais (com ênfase no minério de ferro e na soja em grãos), que não tem um valor agregado tão alto, é certo que o cenário econômico brasileiro seria muito menos promissor nos últimos anos sem esse contato.

“Correndo” em paralelo à China, a índia (o segundo país mais populoso do mundo com 1,2 bilhões de habitantes) sinaliza uma expansão que merece atenção. Ocupando a posição de 7ª economia do mundo atualmente (ainda que repleto de problemas sociais), o país ainda é dependente da agricultura e estima-se que metade da população depende diretamente da atividade agrícola para sobreviver. Não é à toa que o país é o 3º maior produtor global de grãos e possui o maior rebanho bovino do Planeta (apesar da cultura interna impedir o país de ser grande produtor e consumidor do produto).

Em 2016, o crescimento da economia do país foi superior ao crescimento chinês (7,1% contra 6,7%). Apesar do PIB indiano ainda ser muito mais baixo em relação ao PIB chinês, caso o programa de modernização econômica iniciado no país recentemente obtenha sucesso, especialistas afirmam que é bem possível enxergar num futuro próximo uma diferença econômica cada vez menor entre os 2 países, num cenário em que a China irá estabilizar a demanda de consumo e a índia continuará a crescer em ritmo acelerado.

Um outro dado comparativo importante é que o PIB indiano já conseguiu superar, recentemente, o do Brasil. Segundo estimativas de instituições econômicas mundiais, existem grandes chances do PIB do país superar também os índices da França e Itália até 2020 e os da Alemanha, do Reino Unido e da Rússia em 2025. E, nesse mesmo ritmo, as conjecturas apontam que é possível que o país supere o PIB do Japão em 2035, quando o cenário aponta a índia como a 3º maior economia do planeta.

O cruzamento de todos esses dados e estimativas apontam para um caminho importante: a Índia tem boas possibilidades de ser o principal player do agronegócio na próxima década, ocupando um espaço que foi da China nos últimos anos. Os avanços econômicos recentes já indicam o país como um investimento seguro para capital estrangeiro. Com isso, possíveis mudanças significativas nos hábitos de consumo do país implicariam em uma parceria muito mais efetiva com o Brasil, potencializando e muito o agronegócio nas terras ocidentais. Se as previsões atingirão ou não esse cenário, o tempo poderá comprovar.

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